segunda-feira, junho 08, 2009

O 'aRrePENdiMenTO' visto em algumas pessoas
"O mundo está mudado. Sinto-o na água, sinto-o na terra, cheiro-o no ar... muito do que já aconteceu, perdeu-se, e agora não há quem o recorde."

De volta aos textos, aqui fica a primeira parte de duas, onde vou esclarecer uma série de sentimentos e definir algumas emoções, que mais não seja em termos etimológicos.

Quando notamos algum tipo de mudança de atitude, atitude contrária ou mesmo oposta a qualquer uma tomada anteriormente, estamos perante o sentimento mais estúpido mas também dos mais humildes que existe: o arrependimento.

O sentimento de arrependimento nada tem a ver com o de remorso, uma vez que só sente remorsos quem não se sensibiliza verdadeiramente com o mal que possa ter causado a terceiros pensando apenas no seu próprio umbigo.

Essa sensibilização à dor alheia leva o arrependido a uma tristeza verdadeira pelo dano sofrido pelos que prejudicou. E, como consequência, sempre faz o arrependido tomar uma firme decisão de não voltar a cometer o mesmo erro, e para não voltar causar mal a outros. O arrependimento pode assim, também, ser considerado como a dor sentida por causa da dor causada.

À precisamente um ano a minha maneira de pensar e foco eram muito limitados. Admito que algumas atitudes eram resultado de um pensamento mútuo que me levava a ver apenas o resultado final de um percurso, e não o desenvolvimento do percurso em si. Estranho e difícil de explicar. De facto é pena não existirem GPS conjugais.

Atentemos à definição de paixão e facilmente se percebe o que quis dizer anteriormente. Basicamente e grosso modo, a paixão é uma emoção gigantescamente ampliada do amor. Quem é preso neste sentimento perde a sua individualidade em função do fascínio que o outro exerce sobre si. É, portanto, um sentimento doloroso em que o indivíduo perde, também, a sua identidade e o seu poder de raciocínio.

Pode-se dizer também que paixão é algo muito mais passageiro que o amor, pois, sendo uma patologia deste, com o passar do tempo e sendo rompido o véu da idealização do outro, cai-se na realidade, transformando-se a paixão em amor, ou nada restando do sentimento afectivo. Estudos de psicologia dos sentimentos indicam que o estado de paixão muito dificilmente ultrapassa os três anos.




PEDRO JONES

terça-feira, junho 02, 2009

NO LINE ON THE HORIZON!



Conheço uma rapariga
que é como o mar
Vejo-a mudar
todos os dias pra mim
Oh, yeah

Um dia é calma
No outro explode
Posso ouvir o universo
nas tuas conchas marinhas
Oh, yeah

Nenhuma linha no horizonte
Nenhuma linha
Nenhuma linha no horizonte
Nenhuma linha

Conheço uma rapariga
Coração vazio
Disse que é o infinito
um grande lugar para começar
Oh, não, tu sabes
Ficarás sozinho

A senhora mandou-me
Para lhe entregar a sua música, meu amor
Quero ser o mar
tu sabes, diz que tu estás sozinho

Nenhuma linha no horizonte
Nenhuma linha
Nenhuma linha no horizonte
Nenhuma linha

A música na minha cabeça
Agora está na minha mente
Deixo-te em pausa
Tento rebobinar, oh, não
e repetir, ei

Toda noite
Tenho o mesmo sonho
Rabiscando um desenho
Elaborando algum esquema
Oh, yeah

Sou o polícia de trânsito
Isolado na chuva
A sirene está a tocar
e sou eu que quero fugir

Nenhuma linha no horizonte
Nenhuma linha
Nenhuma linha no horizonte
Nenhuma linha