quinta-feira, agosto 28, 2008

DIREITO DE RESPOSTA
A Notícia do jornal «O Setubalense»


Uma notícia, sem qualquer assunto de notícia foi publicada no jornal «O Setubalense». Não gostei do assunto e da forma como foi tratado e enviei um documento para o jornal a discordar por completo. De seguida está a minha resposta e depois a notícia do jornal.

DIREITO DE RESPOSTA
…Reparei que…


“Nem sempre o que é acontecimento é notícia, e nem tudo o que é notícia é noticiável. Não só porque estamos no domínio do interesse público, como ainda no domínio dos critérios de noticiabilidade, que apontam o carácter do insólito, do relevante, da proximidade, etc. Embora esteja claro que hoje, e cada vez mais, no amanhã, o carácter insólito e sensacional fazem de um acontecimento uma notícia”.

É o que me apetece dizer após ler no vosso ilustre jornal, «O Setubalense», uma notícia do jornalista Teodoro João sobre, alegadamente, uma fraude levada a cabo por uma delegada comercial da ZON TV Cabo.

Ciente do meu direito de resposta, com a direito a publicação ou não, venho por este meio comunicar o meu desagrado e o de muitos e bons colegas de equipa ZON TV Cabo, em relação à notícia por vós noticiada no «Setubalense», edição de 27 de Agosto do corrente ano, intitulada de “Com a minha experiência profissional nunca pensei cair numa ratoeira destas!...”.

Primeiramente, para além de achar que esta dita senhora não quer mais nada senão ser reconhecida na Comunicação Social, não entendo o título da notícia, e muito menos o quanto será, ou não, notícia. Como estudante de Comunicação Social acho que não, como leitor acho berrante e como Delegado Comercial da TV Cabo acho vergonhoso.

A Senhora, de setenta anos, mas que é sexagenária, assinou um contrato com uma entidade bastante credível, intitulada de ZON TV Cabo. Em segundo lugar, o produto vendido será, provavelmente, um “selecção” e um “telefone ilimitado” que fica por pouco mais de 25 euros. A venda foi bem-feita, mas isso não foi pesquisado por vocês e muito menos confirmado.
A desistência do serviço actual do cliente é responsabilidade do próprio cliente. A TV Cabo faz contratos de angariação de clientes, não desistências dos serviços dos clientes. O Delegado Comercial pode, ou não, comprometer-se em enviar um fax de cancelamento, assinado pelo cliente e com fotocópia do Bilhete de Identidade anexado.

Para assinar os contratos ZON TV Cabo são necessários os dados do cliente. Não sei até que ponto um vendedor pode falsificar documentos apenas com os respectivos números, ou mesmo fazer alguma falcatrua utilizando o próprio contrato ZON TV Cabo – que só nesta entidade terá valor. (…)"Receio que os elementos da minha identidade e respectivas assinaturas que forneci possam ser usados de forma fraudulenta e dar lugar a documentos falsificados" (…).

Este parágrafo, todo, da notícia, não consegui percebê-lo de fio a pavio. (…) "Curioso não deixa de ser o facto de, dias antes, esta senhora que mora só num primeiro andar, ter recebido uma factura no valor de 55 euros da Cabo Visão (televisão mais chamadas telefónicas" Quem percebeu o encaixe? O que tem uma factura da Cabovisão a ver com a chegada de um comercial ZON a casa imediatamente a seguir? Foi a Sra Brasileira (como a apresentam) que falsificou uma factura Cabovisão para angariar um cliente para a ZON TV Cabo?

Mais uma frase: (…) "presumivelmente o cancelamento de um e a celebração de outro contrato" (…). A Sra sexagenária não sabia o que estava a assinar? Só depois lhe deu a desconfiança?

Actualmente, e com o Assalto de Campolide na presença dos portugueses, qualquer pessoa estrangeira é tratada como nos apetece. A Sra (…)"Brasileira dizendo chamar-se Celina" (…), também é gente.

Interessante também é esta Sra, sexagenária, (…)"dar imediato conhecimento (via carta registada) à PJ de Lisboa e SEF, numa tentativa de travar possível falsificação de documentos"(…). Por amor da santa. Sem palavras. Para o jornalista, por amor da santa, sem palavras. Não há procura de informações? Não há pesquisa. Onde está a velha corrente do “novo jornalismo” em que o investigador participa do acontecimento nas várias perspectivas?
Para terminar, como delegado comercial, português (entenda-se), espero acima de tudo que a ZON TV Cabo tome posição em relação a esta pseudo-notícia, e que a Sra intitulada de Celina também faça alguma coisa. E já agora também peço para quem escreve notícias, que as escreva com imparcialidade.

Uma vez que a Sra quis protagonismo e se intitula de alvitra, eu como “sugestor” sugiro, passo a redundância, que este jornal procure saber mais informações sobre o que publica.

Sem outro assunto de momento
Com os melhores cumprimentos
PEDRO JONES
Setúbal, 27 de Agosto 2008

A notícia, está aqui:
http://www.osetubalense.pt/noticia.asp?idEdicao=218&id=8035&idSeccao=1822&Action=noticia

PEDRO JONES

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